Políticos franceses
mostraram-se hoje indignados com o salário “astronómico” de Zlatan Ibrahimovic,
contratado pelo Paris Saint-Germain, mas este poderá ser
sujeito a um imposto de 75 por cento, prometido pelo Governo para tributar os
ordenados mais elevados.

O jogador foi contratado ao Milan por um valor estimado entre os 70 e os 80 milhões de euros, e
apresentado na quarta-feira. Os números avançados sobre o seu salário rondam os
15 milhões de euros.
Na quarta-feira, a ministra francesa dos esportes, Valérie Fourneyron,
considerou “astronómicos” e “insensatos” os valores em causa na transferência.
Hoje, o ministro francês do Orçamento, Jérôme
Cahuzac, considerou, mais do que
“impressionantes”, mesmo “indecentes” os valores para o salário.
Até à direita os números causaram desagrado. A ex-ministra Roselyne Bachelot, que
coordenou a pasta da Solidariedade e da Coesão Social durante o mandato de Nicolas Sarkozy, afirmou sentir “indignação e quase repulsa”.
Apenas o ministro da Economia Solidária, Benoît
Hamon, se lembrou de sublinhar a
vantagem que é para o fisco francês ter um contribuinte como Ibrahimovic.
“Fico feliz, estou encantado por ele pagar impostos em França”, afirmou.
Durante a campanha para a eleição presidencial, François Hollande
prometeu, argumentando “justiça social”, a criação de um imposto de 75 por
cento sobre os salários superiores a 1 milhão de euros anuais.
O primeiro-ministro, Jean-Marc Ayrault, já confirmou por diversas vezes que a regra será criada.
Espera-se que ela entre em vigor em 2013, mas ainda não há confirmação oficial.
O presidente do Paris Saint-Germain, Nasser al-Khelaifi,
assegurou, por seu lado, que a Qatar
Sports Investments (QSI), proprietária do clube francês, respeitará as
regras fiscais do país.
Assim sendo, e mesmo que Ibrahimovic
possa beneficiar de algumas vantagens fiscais por ser um residente temporário,
o clube poderá ter de gastar muito mais dinheiro do que o planejado para lhe
pagar o salário prometido.
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