Uma das características do renovado Shakhtar
Donetsk é a presença de vários talentos brasileiros, muitos deles
buscados tão logo despontavam nos grandes clubes do país. Foi o caso do
atacante Luiz Adriano, que chegou à Ucrânia mal tendo se firmado no Brasil e é referência de gols na equipe do Leste Europeu nos dias de hoje.
Prazer, Inter
Gaúcho
de Porto Alegre, Luiz Adriano chegou às categorias de base do Beira-Rio
em 2004, e dentro de dois anos já era tido como uma das grandes
promessas coloradas, ao lado de Alexandre Pato. A parceria deu certo, e o
Inter se sagrou campeão do primeiro Brasileirão Sub-20 com uma goleada
por 4 a 1 sobre o rival Grêmio, placar construído com dois gols do
atacante de 19 anos.
Ele acabou aparecendo como surpresa na lista
dos jogadores que iriam ao Mundial de Clubes em 2006, e deu uma resposta
à altura. Foi dele o gol da vitória
de 2 a 1 sobre o Al-Ahly, que classificou os colorados para a grande
final contra o Barcelona. Contra os catalães, o garoto entrou na segunda
etapa e participou da jogada do gol de Adriano Gabiru, que deu o maior
título da história do clube.
Na temporada seguinte, foi convocado
à Seleção sub-20 que venceu o Sul-Americano no início do ano. Só que as
coisas não iam bem para o Inter, cujo semestre terminou mais cedo em
virtude das eliminações precoces na Copa Libertadores e no Gauchão. Em
março, antes da crise colorada, o Shakhtar Donetsk apresentou uma
proposta de € 3 milhões e levou Luiz Adriano para os campos da Ucrânia.
O Shakhtar, e as características
O
ex-colorado só recebeu mais oportunidades a partir do início da
temporada seguinte (2007/08), mas mesmo assim elas eram raras. Seus
números melhoravam a cada mês, e a situação logo se inverteu. Luiz
Adriano não só conquistou a torcida ucraniana, como logo entraria para a
história do clube, ao marcar o primeiro gol da decisão da extinta Copa da UEFA, o primeiro título internacional do Shakhtar (vitória por 2 a 1 sobre o Werder Bremen, confira os gols aqui). Em mais de 140 jogos pelo time de Donetsk, o brasileiro balançou as redes em 59 oportunidades.
É possível perceber que o estilo do atacante
não mudou muito desde sua saída do Beira-Rio. Muito pelo contrário, hoje
eles são mais bem explorados pelo treinador Mircea Lucescu, que o
coloca como único homem de frente abastecido por três meias de criação.
Luiz é um centroavante tradicional, com físico suficiente para vencer
disputas físicas contra os defensores, e vai além. Tem bom domínio de
bola e velocidade, o que torna a tarefa de marcá-lo um desafio para os
melhores zagueiros.
Uma chance na Canarinho?
Se
outros jogadores do Shakhtar são chamados com frequência, não parece
haver impedimentos para que Luiz Adriano também receba uma chance de
Mano Menezes. Claro, nas atuais circunstâncias, sua convocação seria
mais um teste para o treinador, como o que já ocorreu com Kléber, do
Porto.
Porém, pela própria disposição tática do Shakhtar, o
camisa 9 da Donbass Arena teria boas possibilidades de se adaptar com
mais facilidade ao esquema da Seleção. Jonas é um jogador de
características diferentes, Hulk tem sido utilizado pelos flancos e Pato
é uma incógnita, devido a suas recorrentes lesões. Juntando tudo isso
ao fato de Leandro Damião estar jogando abaixo de suas possibilidades,
observar como Luiz Adriano se comportaria com a camisa amarela não
parece nenhum absurdo.
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